sexta-feira, 11 de setembro de 2009

OFICINA DE BENS CULTURAIS I Espaço Público referente à Praça da Alfândega da Cidade de Porto Alegre.






O Projeto de Urbanização dos Espaços Públicos do Projeto Monumenta (desde os Armazéns A e B do Cais Mauá, Avenida Sepúlveda, Praça da Alfândega e Rua General Câmara, até a Praça da Matriz).
Obras incluem restauração e melhorias do sistema viário, acessibilidade, iluminação, regularização do pavimento, colocação de paralelepípedo na Avenida Sepúlveda e blocret no piso da Gal. Câmara, recomposição do desenho original da Praça da Alfândega, por onde passam 90 mil pessoas diariamente, e traffic calming na Avenida Mauá, para diminuir a velocidade de tráfego no local.
As obras visam a garantir maior segurança a pedestres, maior integração dos moradores com a cidade e valorizar a região, tombada pelo Iphan.

OFICINA DE BENS CULTURAIS I Espaço Público referente à Praça da Alfândega da Cidade de Porto Alegre.



HISTÓRIA SOBRE A PRAÇA DA ALFÂNDEGA

- Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/Prefeitura Municipal, 1988.
A Praça da Alfândega é uma praça histórica, situada no centro de Porto Alegre, próxima do lago Guaíba, e sendo cercada por importantes construções, algumas delas históricas, como o Santander Cultural, o MARGS, o antigo Cine Guarany, a sede do BANRISUL e o Rua da Praia Shopping, entre outras.
A origem data de fins do século XVIII, surgindo no local onde era o antigo porto fluvial da cidade. Em 2 de julho de 1783 os vereadores determinaram que se construísse um cais de pedra junto ao rio para facilitar o desembarque de passageiros e mercadorias. Em 1804 o Governador da Província, Paulo da Gama, ordenou que se ampliasse o ancoradouro com a construção de um trapiche, que foi considerado uma obra notável por suas dimensões, com 24 pilares de cantaria adentrando o leito fluvial, e que possibilitava o desembarque de sumacas e iates de grande porte. Já nesta época se acusa a presença de uma praça defronte ao trapiche, junto do prédio da primeira Alfândega da cidade. Nesta praça se ajuntavam comerciantes e quitandeiros, com suas barracas dispostas desordenadamente.
Quando se tratou de construir um prédio maior para a Alfândega, em 1820, os comerciantes foram compelidos a se transferir para a então Praça do Paraíso, hoje a Praça XV, e ocorreu resistência, sendo enfim permitida a ocupação do lado oeste da praça para comércio. Na mesma época Silvestre de Souza Telles, com base em uma concessão recebida, reivindicou a posse de parte da área que fazia fundos com a a Alfândega, o que comprometia os planos de expansão do logradouro por parte das autoridades. O reclamante teve enfim sua concessão cassada, e a administração pública providenciou que o acesso ao trapiche a à Alfândega fosse desembaraçado de ambulantes e construções temporárias.
Contudo, os esforços oficiais foram insuficientes para manter o local asseado e desimpedido, tornando-se um depósito de detritos. A situação melhorou quando entre 1856 e 1858 foi erguido um muro de pedra com escadarias junto ao rio, no alinhamento do que hoje é a rua 7 de Setembro. Em 1866 foi iniciada a arborização, de início apenas com nove árvores plantadas por empreitada, e instalou-se um chafariz, mas logo a praça foi entregue aos moradores do entorno para que a adornassem e ajardinassem, seguindo a orientação da engenharia pública. Alguns anos após já se encontravam assentos no passeio e um quiosque. Em 14 de março de 1883 seu nome foi alterado de Praça da Alfândega para Praça Senador Florêncio.
Decisiva para a conformação atual da praça foi a demolição do antigo prédio da Alfândega, em 1912, e o aterro de uma faixa de 100 metros de largura adentro do rio, entre o prédio da Alfândega e o portão do Cais, e nesta área foram construídos os atuais prédios do MARGS e do Memorial do RS, incorporando-se inclusive a pequena Praça Barão do Rio Branco à nova praça que se desenvolvia.
Em 1920 foi abatida uma série de paineiras que já havia crescido a ponto de prejudicar plantações vizinhas e o ajardinamento do local. Em 1933 foi instalado o monumento eqüestre do General Osório no centro do logradouro, com espelhos d'água, chafarizes e bancos, e em 1979 foi absorvido o leito da rua 7 de Setembro, ao mesmo tempo em que a praça perdia uma fração a oeste para dar lugar à construção do edifício da Caixa Econômica Federal.

Documentaçao realizada por Simone de Alencastro Coracini, estudante do curso Arquitetura e Urbanismo na UFRGS. Obra de restauração do Espaço Público referente à Praça da Alfândega da Cidade de Porto Alegre. O espaço de restauração abrange toda a Praça da Alfândega, a Av. Sepúlveda e o Portão Central do Cais do Porto. Este último é tombado pela Prefeitura de Porto Alegre.

OFICINA DE BENS CULTURAIS I Espaço Público referente à Praça da Alfândega da Cidade de Porto Alegre.



Documentaçao realizada por Simone de Alencastro Coracini, estudante do curso Arquitetura e Urbanismo na UFRGS. Obra de restauração do Espaço Público referente à Praça da Alfândega da Cidade de Porto Alegre. O espaço de restauração abrange toda a Praça da Alfândega, a Av. Sepúlveda e o Portão Central do Cais do Porto. Este último é tombado pela Prefeitura de Porto Alegre.

OFICINA DE BENS CULTURAIS I Espaço Público referente à Praça da Alfândega da Cidade de Porto Alegre.

Simone de Alencastro Coracini, é estudante do curso Arquitetura e Urbanismo na UFRGS,esta acompanhando uma obra de restauração do Espaço Público referente à Praça da Alfândega da Cidade de Porto Alegre.
O espaço de restauração abrange toda a Praça da Alfândega, a Av. Sepúlveda e o Portão Central do Cais do Porto. Este último é tombado pela Prefeitura de Porto Alegre.
Essa possibilidade de investigação, visitas e acompanhamentos à obra surgiu do interesse por parte do Monumenta e a Faculdade de Arquitetura UFRGS, ambos interessados no aprendizado do aluno e armazenamento de informações possíveis de serem utilizados no desenvolvimento do trabalho de extensão.
O Programa Monumenta, que tem por objetivo recuperar monumentos, praças e ruas do país, dará nova cara à Praça da Alfândega, que voltará a ter sua formatação original. Em Porto Alegre, a área do Monumenta tem 24,5 hectares, dentro do quais estão 170 imóveis públicos e privados que compõem o acervo a ser preservado.
Para acompanhar o desenvolvimento da obra existem vários membros envolvidos: arq. Luiz Merino Xavier – UEP Monumenta; arq. Dóris Oliveira – UEP Monumenta; arq. Neila Matte – EPT; eng. Ciro Matte – EPT; Eng. Ramon Barreneche – SMOV; eng. Virgínia Maria Ramos – SMOV; Regina Carvalho Patrocínio – SMAM; Ângela Capeletti – Arqueóloga; Maria de Fátima Dorneles Rocha – IPHAN; Arq. Alexandre Pereira Leão – SPM; Deise Chollet – Agrônoma. O projeto foi desenvolvido pela “RS Projetos Ltda”.
A execução da obra tem sido polêmica e vem causando grandes impactos nas atividades realizadas pelos usuários da área. Estou oferecendo aqui no blog informações dos acontecimentos do processo de restauração do espaço e a possibilidade de manifestações e opiniões a respeito.

O blog se organizará da seguinte forma: serão postadas algumas fotos da obra e um texto explicativo a respeito da reunião com os membros que acontece semanalmente no armazém do Cais do Porto.
INFORMAÇÕES E PESQUISA SOBRE O LOCAL:

1- ÁREA DE INTERVENÇÃO vista aérea: (imagem do Google)